quarta-feira, 25 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Edgar Allan Poe - O Corvo


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Tradução de Machado de Assis.

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[Página da Beatrix, 2008]


O poema The Raven (O Corvo) é provavelmente a obra mais conhecida de Edgar Allan Poe. Mesmo aqueles que não conhecem Poe ou o romantismo já ouviram falar deste poema.

Objeto de inúmeras traduções, as mais famosas são as feitas por Baudelaire e Mallarmé para o francês (foram também as primeiras). Em português as traduções mais conhecidas são as de Machado de Assis e Fernando Pessoa.

Este poema narrativo foi publicado pela primeira vez em 29 de janeiro de 1845, no New York Evening Mirror. Esse lançamento tornou Poe famoso pela primeira vez em sua vida. Foi relançado e ilustrado inúmeras vezes e tornou-se talvez o mais famoso poema já escrito.

O poema chama a atenção devido a sua musicalidade, linguagem estilizada e pela atmosfera soturna. Possui uma métrica perfeita, repleta de rimas interna e jogos fonéticos que revelam o apurado talento de Poe.

Poe escreveu o poema como uma narrativa, sem criar uma alegoria intencionalmente ou cair no didatismo. O tema principal do poema é a devoção imperecível do amante, mesmo após a morte de sua amada.

No poema um jovem amante atormentado pela dor da morte da amada, recebe a misteriosa visita de um corvo que pousa sobre o busto de Pallas (Atena), representando a sua lenta decadência à loucura. O narrador, que é identificado como sendo um estudante, lamenta a perda de sua amada Lenore (Leonora). O narrador experimenta um perverso conflito entre o desejo de esquecer e a vontade de lembrar.

Ele parece ter alguma espécie de prazer mórbido ao centrar-se em sua dor. A angústia representada pela presença do corvo é ainda mais acentuada pela repetição constante da expressão "Nevermore". Essa repetição forma uma espécie de círculo vicioso em que as perguntas do narrador se repetem continuamente ainda que ele saiba qual será a resposta, e que essa lhe tratá profundo sofrimento, aumentando a sensação de perda.

O narrador inicia aparentemente fraco e cansado, e passa por várias etapas entre arrependimento e dor até chegar ao frenesi e à loucura.

No poema há várias referências à lendas do folclore europeu e mitos clássicos, há referências à mitologia grega (Palas Atena, Plutão ou Hades, Apolo, "As metamorfoses de Ovídio"), mitos nórdicos (Odin e seus dois corvos), e referências à Bíblia (bálsamo de Gileade, Noé e o corvo, Adão e o Jardim do Éden, anjos e serafins).

Ao final do poema, o corvo que representa a inexorabilidade da morte, permanece pousado sobre o busto de Pallas, representando o eterno pesar que se a abateu sobre a alma do jovem amante.

Ao descrever o processo de elaboração do poema, Poe declarou tê-lo feito pautado basicamente em lógica e método. Seu objetivo era criar um poema que agradasse tanto ao público quanto à crítica, conforme ele explica em seu famoso ensaio "The Philosophy of Composition" (A Filosofia da composição), publicado em 1846.

O poema foi inspirado em parte por um corvo falante, presente no romance "Barnaby Rudge: A Tale of the Riots of 'Eighty", de Charles Dickens. Quanto à métrica e ao ritmo complexos, Poe se inspirou no poema de Elizabeth Barrett, "Lady Geraldine's Courtship". Ao ler este poema Poe declarou que "nunca leu um poema que combina tanto com a paixão mais feroz quanto com os sentimentos mais delicados. Sua inspiração poética é a mais elevada – podemos conceber do mais extremo bom gosto. Seu senso de arte é pura em si."


"O Corvo" tem influenciado muitas escritores modernos, incluindo Vladimir Nabokov, Bernard Malamud e Ray Bradbury. O poema é também referência constante em filmes, na televisão e na música.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Lima Barreto - Quase ela deu o "sim", mas...

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Quando ela deu o sim, Mas... é a crítica de Lima Barreto aos aproveitadores de seu tempo. nele João Cazu, um malandro jogador de futebol (esporte que Lima Barreto desprezava), tenta se aproveitar de Ermelinda, viúva com quem quer casar apenas para ter uma empregada. Ela aceita, mas antes diz que ele tem que arranjar emprego, etc. e ele sai e não mais volta.

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[Mundo Cultural]


::. Lima Barreto (1881 - 1922)

AFONSO HENRIQUES DE LIMA BARRETO nasceu a 13 de maio de 1881 no Rio de Janeiro. Filho de uma escrava com um português, cursou as primeiras letras em Niterói e depois transferiu-se para o Colégio Pedro II. Em 1897 ingressou no curso de engenharia da Escola Politécnica. Em 1902 abandonou o curso para assumir a chefia e o sustento da família, devido ao enlouquecimento do pai, e empregou-se como amanuense na Secretaria da Guerra.

Apesar do emprego público e das várias colaborações no jornais da época lhe darem uma certa estabilidade financeira, Lima Barreto começou a entregar-se ao álcool e a ter profundas crises de depressão. Tudo isso causado pelo preconceito racial.

No ano de 1909 fez sua estréia como escritor com o lançamento da obra "Recordações do Escrivão Isaías Caminha" publicada em Portugal. Nessa época, dedicou-se à leitura dos grandes nomes da literatura mundial, dos escritores realistas europeus de seu tempo, tendo sido dos poucos escritores brasileiros a tomar conhecimento e a ler os romancistas russos.


Em 1910, fez parte do júri no julgamento dos participantes do episódio chamado "Primavera de sangue", condenando os militares no assassinato de um estudante, sendo por isso preterido, daí para frente, nas promoções na Secretaria da Guerra. Em 1911 escreveu o romance "Triste fim de Policarpo Quaresma", publicado em folhetins no Jornal do Comércio.

Apesar do aparente sucesso literário, Lima Barreto não consegue afastar-se do álcool é internado por duas vezes entre os anos de 1914 e 1919. A partir de 1916 começou a militar a favor da plataforma anarquista. Em 1917 publicou um manifesto socialista, que exaltava a Revolução Russa. No ano seguinte, doente e muito fraco, foi aposentado do serviço público e em 1º de novembro de 1922 veio a falecer, vítima de um colapso cardíaco.

Lima Barreto é considerado um autor Pré-modernista por causa da forma com que encara os verdadeiros problemas do Brasil. Dessa forma, critica o nacionalismo ufanista surgido no final do séc. XIX e início do XX. Apesar de Lima Barreto não ter sido reconhecido, em seu tempo, como um grande escritor, é inegável que pelo menos o romance "Triste Fim de Policarpo Quaresma" figure entre as obras primas da nossa literatura.

::. Principais Obras

* Romances
- Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909);
- Triste fim de Policarpo Quaresma (1915);
- Numa e a ninfa (1915);
- Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919);
- Clara dos Anjos (1948).

* Sátira
- Os Bruzundangas (1923);
- Coisas do Reino do Jambom (1953).

* Contos
- Histórias e sonhos (1920);
- Outras histórias e Contos argelinos (1952)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Machado de Assis - Crônica dos Burros

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Crônica sobre bondes elétricos e burros. [A Semana, 16 de outubro de 1892]


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Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista, cronista e teatrólogo brasileiro, considerado como o maior nome da literatura brasileira, de forma majoritária entre os estudiosos da área. Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas.Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas.

A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro em Memórias Póstumas de Brás Cubas (sua magnum opus). Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tarde o colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como em Dom Casmurro, onde o narrador da obra também é seu protagonista). Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país.

AUDIOLIVRO Nelson Rodrigues - A Vida Como Ela É [t]

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[Contos selecionados]

Amor e ódio sempre andaram lado a lado quando se fala de Nelson Rodrigues, o maior conhecedor da alma brasileira. E junto a eles, o sucesso. O universo rodriguiano, com suas frases, personagens e histórias marcantes, é aqui reproduzido na voz de Milton Gonçalves, em contos selecionados de A vida como ela é, grande sucesso literário e que também marcou época na TV. Plugue-se nessa dramaturgia!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Clarisse Lispector - Doze lendas brasileiras

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Gerado em 2006-12-06 09:22:57
Por Directory Lister v0.9.1
Acervo Claudia Campinas


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Portal IstoÉ: Doze Lendas Brasileiras - Livro infantil de Clarice Lispector ganha versão em CD (2000)

Gabriela Mellão


Clarice Lispector educou os olhos de seus leitores com palavras sutis, banhadas em sensibilidade e leveza. Agora ela ativa nossos ouvidos. Acaba de chegar às livrarias e algumas lojas de música o CD Doze Lendas Brasileiras (Luz da Cidade, R$ 18), resultado da paixão da escritora pelo folclore do País.

O disco é a versão em áudio do grande sucesso infantil da autora, Como Nascem As Estrelas (1987), com a diferença de que, no CD, os “causos” do Saci Pererê, do nascimento das estrelas, aparecimento dos bichos, etc., são contados por 12 atrizes. O elenco é o mais abrangente possível, vai de Camila Pitanga a Odete Lara, passando por Sílvia Buarque, Maria Padilha, Maria Zilda Bethlem e Martha Overbeck, entre outras. Cada uma delas interpreta um texto e dá seu tom à narrativa. Elas interferem nas histórias, emprestando graça, humor e dramaticidade às lendas.

Veteranas como Heloísa Mafalda e Zilka Salaberry parecem falar para seus netos. Suas vozes roucas e graves transmitem a sabedoria de quem sabe o que diz. É impossível duvidar, por exemplo, da história do negrinho do pastoreio, deliciosamente narrada por Zilka, a Tia Anastácia do Sítio do Picapau Amarelo. Diz a lenda – bastante conhecida entre os gaúchos – que ele era um escravo esperto e era Nossa Senhora, sua madrinha, quem ajudava-o a encontrar coisas perdidas.

A vivacidade das vozes de jovens atrizes é outro ganho para as belas reconstituições de Clarice Lispector. Camila Pitanga opta por uma comunicação bem humorada e esbanja versatilidade, interpretando numa mesma lenda quatro personagens. Menos brincalhona, mas não menos graciosa, é a narrativa de Luana Piovanni para a lenda de Yara, a bela feiticeira das águas. Mas a maior surpresa do disco fica por conta de Mariana Valente, a mais nova da turma – 13 anos de idade – e neta de Clarice. Ela dá vida ao texto sobre o índio Curupira, protetor dos animais.

Dá vontade de voltar a ser criança

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Machado de Assis - O Alienista


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[LIBRIVOX.org]

O Alienista

de Machado de Assis (1839-1908)

O Alienista, de Machado de Assis, é um pequeno romance sobre loucura, cientificismo e poder. O enredo se desenrola a partir dos esforços científicos de um importante médico português, o dr. Simão Bacamarte, cuja obsessão pela busca de um método universal para tratar e curar distúrbios mentais leva os habitantes da pequena cidade de Itaguaí ao terror, conspiração e a tentativas de revolução. Em pouco tempo, o hospício do dr. Bacamarte passa a tratar não só os doentes mentais, mas também os sãos, que, segundo o diagnóstico do médico, poderiam vir a desenvolver doenças mentais. O Alienista tem como tema a crítica ao cientificismo arbitrário e sua influência em elementos políticos e culturais.

Tempo total: 1:58:45
Lido por Leni
Catalogado em 28 abr. 2009
http://librivox.org/o-alienista-by-machado-de-assis/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO João Cabral de Melo Neto - Morte e Vida Severina


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[Trechos]

Auto de Natal pernambucano e mais popular dos poemas de João Cabral, adaptado para o teatro e televisão e musicado por Chico Buarque, Morte e vida severina narra a dura vida dos brasileiros do Nordeste, sempre assolado pela desigualdade social e econômica e pelos desmandos da natureza.

Este é o mais conhecido dos trabalhos do poeta pernambucano.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

AUDIOLIVRO Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe


DOWNLOAD: http://www.4shared.com/file/145893216/15e69ae6/AUDIOLIVRO_Antoine_de_Saint-Exupry_-_O_Pequeno_Prncipe.html

Trechos do clássico romance de Antoine de Saint-Exupéry, de 1943.
Com voz de Paulo Autran.
A princípio, aparentando ser um livro para crianças,
tem um grande teor poético e filosófico.

É o livro francês mais vendido no mundo,
cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições.
Também se trata da terceira obra literária
(sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro o peregrino)
mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos,
incluindo o aranês, o amazigh e o xhosa, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

AUDIOLIVRO Wiliam Felippe (org.) - O Estado burguês e a revolução socialista


DOWNLOAD: http://www.4shared.com/file/143778644/7b2119dc/AUDIOLIVRO_Wiliam_Felippe__org__-_O_Estado_burgus_e_a_revoluo_socialista.html

Nessa compilação de textos clássicos, originalmente lançada na coleção Cadernos de Formação Ilaese, o leitor encontrará um método de estudo da abordagem marxista do poder. Nele estão textos que explicam as definições de Estado, regime e governo, a necessidade de tomar o poder e a crítica ao reformismo.

"O governo do Estado moderno nada mais é do que um comitê para administrar os negócios comuns de toda a classe burguesa." Manifesto Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels, 1848

"'Quebrar a máquina burocrática e militar do Estado.' Nesta frase está contida, em poucas palavras, a grande lição do marxismo sobre a questão das tarefas do proletariado com relação ao Estado na revolução." O Estado e a Revolução, V.I. Lenin, 1917



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DADOS DE CATALOGAÇÃO:

Felippe, Wiliam, org.
O Estado burguês e a revolução socialista. 2. ed. São Paulo: Editora Instituto José Luís e Rosa Sundermann, 2008.
144p. (Coletânea de textos de Nahuel Moreno, João Ricardo Soares, Bukharin, Preobazhenski, Lenin, J. Reed). (Série Coleção 10, 9).
ISBN: 978-85-99156-31-5


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SUMÁRIO:
01 Superestrutura - Nahuel Moreno
02 Estado e classe dominante - Nahuel Moreno
03 Origem e mistificação do Estado - João Ricardo Soares
04 O Estado capitalista - Nicolai Bukharin e Eugene Preobazhenski
05 As classes sociais e o Estado - Vladimir Lenin
06 Quando o Estado de Direito é a propriedade privada - João Ricardo Soares
07 Estado, regime e governo - Nahuel Moreno
08 O Governo de Frente Popular: um governo burguês diferente - Nahuel Moreno
09 Democracia burguesa - Vladimir Lenin
10 O Estado e a revolução - Vladimir Lenin
11 Pode haver igualdade entre explorado e explorador? - Vladimir Lenin
12 Pelo que deve ser substituída a máquina do Estado depois de destruída? - Vladimir Lenin
13 A supressão do parlamento - Vladimir Lenin
14 A história dos sovietes - John Reed
15 Reforma ou Revolução? - PSTU


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DADOS DE GRAVAÇÃO:
Data: 23 out 2009.
Autor: Filipe Anselmo Gomes
Qualidade: 88 kbps
Aparelho: MP3 Foston


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DADOS DE EDIÇÃO:
Data: 24 out 2009.
Autor: Filipe Anselmo Gomes
Exportado: MP3 - 64 kpbs constante
Programa: Audacity 1.3.7